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Faltam dois pra meio séculoE pra terminar, quantos faltam?Rogo breve sejaSerá há muito a fazer?Árvore já plantadaArrancaram-na! Arrancaram-me!Livro escrevinhadoPublica! Publica! Publica!Filha viça forteSim, há muito a fazerMadrugada adentraPulo trinta pra trásNada se compara a Sinéad O’ConnorPelo curto, gota salgada, pele brancaImito-a num gracejo com colega de casernaDe livro a Astrid na MTVGuns And Roses, Extreme, […]

Pró

Olha como sou lindo! Olha como sou lindo! Viu o que eu fiz?Pra você, pra ela, pra todo mundoA humanidade agora é outraEstá melhor. Bem melhor! Sabe por que? Porque eu fizSou mesmo lindo!Não fiz pra mimFiz para o mundoMas… que mundo?Meu mundo, oras!Não fiz pra vocêFiz pra mimNão basta fazerÉ preciso usarNão basta ser […]

O poste de ouro

Ninguém reparou quando aquele homem sereno varava noites com a cabeça encostada em um poste como judeus no muro das lamentações. Ninguém quis saber que substâncias eram aquelas que ele, delicadamente, passava nas mãos e esfregava no poste com as pontas dos dedos. Ninguém, nenhum passante despreocupado, nem velhos sem trabalho ou turistas embasbacados com […]

Brasil

Acordei de sonoFui me olhar no vaso Escovei as orelhas Penteei os olhos Lavei os dentes E mijei no espelho Percebi que não ouvia, nada ouviaLavei melhor meus cabelos Liguei a geladeira Eram tantos universitários Erguiam medalhas, ostentavam diplomas O presidente atrás das grades Bradava homofoprérios Aquele outro em seu palácioLamentava sua penaE brandia suas […]

Sol Violeta

O que diria se fosse ouvido?O que ouviria se fosse verdade?Ocaso vem como bênçãoQuando manhã de dúvidaDe sonhos enlameadosE portas entreabertasPrometem manifesto intransigentePermeando toda levezaOcultando toda sapiênciaLá fora a natureza bailaEntre carros, gritos e gradesLá, mais adianteOuve-se um berro alegreGargalhadas extasiantesOlhos nos olhos, verdadesLá, mais adianteHá leite, mel e outras doçurasEstendo a mão: – Vem!Vamos […]

Soberba Cavalar

Bastasse povo acesoDonde fresco ardume não mais háMenino troncho endireitavaTanto de boca feroz cantarolavaGanhe-se mundo menino!Daquele gira mundo agasteadoBastasse mansa soberbiceOculta em fossa, crianciceNadando em poça de branduraPoça de rato, porco e orelha desouvidaDonde mais há solidãoSenão é não, se não murcho tudo não fosseTal dizer de verdadeiroBastasse pouco menos credoDiacho de tempo ruim!Diacho de […]

Sem Título

Os dias passam devagar quando a alma demonstra languidez. Os olhos se cravam em um ponto qualquer, cegos da visão externa e ávidos, retrocedem o tempo em segundos buscando os erros e acertos de uma vida.Em análise vã, delineia-se no vazio da existência o brilho falso do amor frágil, que na condição de frágil esmaece, […]

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