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O coração de Marcia

Texto: Enio de Alencar Pinto

Um choque de cores sobre o preto raso, tão raso que  aflora todos os pretos. As cores tornam-se formas e as formas, na verdade, são seres derramados de um falso azul do desejo de ser o que não é. Os seres de todas as cores são infinitos animados, mutantes para sempre, jamais se prenderão à tela.Transformam-se em monstros e medos, eu sei, ah como sei, brotaram do preto raso.

Uma luz suave no branco está lá, um coração que conheci há pouco, forte e sensível. Tão presente que a obra seria impossível sem o pequeno coração. Coração presente.
Mas eu conheço o artista e por isso meus olhos sempre irão procurar no preto, que afinal, acabo de lembrar, não é raso. Profundo e perturbador, assusta menos que os monstros. Pelo menos para mim.  É um portal escondendo as verdadeiras cores, a explosão da criação.

o coração de marcia
“O coração de Marcia”
acrílico sobre tela
2,5m x 1,5m
2015
Sou um humanoide ansioso por descobrir minhas origens e destinos. Sou um ser ambíguo, dual e controverso. Quero partir, mas ficar. Sou apenas um artista, um ser criador de seres.
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