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Tempo

Último dia do ano de 2018. Último dia desse ciclo de quatro estações, de doze signos. Amanhã teremos o primeiro dia de mais um ciclo.

Nesse vai e vem de dias, meses, horas e momentos, balançamos a cada instante perturbados pela brisa tosca dos tempos que não se contam. Açoitamos fases como se fossem cavalos em lenta marcha, intencionando galopes por pedregulhos sem meter-lhes ferraduras.

Díspar ou ímpar, segunda, quinta ou domingo, sós ou muito bem acompanhados, acompanhados ou muito bem sós, navegamos com destino a um misterioso mundo onde tempo não há, onde vela não arde e luz não se vê, não ao menos com esses olhos. Caminhamos de mãos dadas com nossas vidas, entrelaçados com nossos iguais, tão diferentes, tão semelhantes, tão diferentes, tão semelhantes… Esses nossos iguais, nossos espelhos em forma de ponteiros num relógios de sol.

No próximo ano, no próximo momento, no próximo milissegundo ainda não terei escrito o que pensava. O tempo, esse adversário do pensamento, vai cavalgando por entre nossos passos de gigante rumo à morte, sendo que a vida, a vida de fato, só começa amanhã.

Sou um humanoide ansioso por descobrir minhas origens e destinos. Sou um ser ambíguo, dual e controverso. Quero partir, mas ficar. Sou apenas um artista, um ser criador de seres.
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